Há cerca de um ano, o torcedor apaixonado por futebol teve a primeira oportunidade
de adquirir ingressos para a Copa do Mundo. Faltando menos de um mês para o início
do evento, já é possível ver nas ruas os mais variados acessórios em verde e amarelo
e também bandeiras penduradas nas janelas. Esse é o reflexo do Brasil, faltando tão
pouco para o pontapé inicial da segunda Copa do Mundo a ser recebida pelo país.
Mas desde 2007, quando foi feito o anúncio oficial de que o Brasil iria sediar o Mundial da FIFA, existe um setor da sociedade que já está se preparando: a mídia. E apesar de todo esse tempo, a preparação não é nada fácil.
"No caso de uma Copa no Brasil, a abrangência da cobertura é muito maior", diz Eduardo Tironi, editor-executivo e jornalista dos canais ESPN. "Não é suficiente cobrir a seleção brasileira, mas todas as outras seleções e mais os aspectos culturais e políticos que um evento desse tamanho provoca no país".
Mário Monteiro, jornalista do IG e do site Alemanha FC, cita, além de obstáculos comuns - como a maratona entre estádios, treinos, zona mista e entrevistas -, problemas estruturais do Brasil.
"Aqui, por exemplo, os estádios não devem ter tecnologia suficiente para acesso à internet, coisa que não acontece em outros países mais desenvolvidos. Lá fora, o jornalista pode ir para um estádio de metrô e em poucos minutos, bem diferente do que acontece na maioria das cidades brasileiras".
Além desses problemas estruturais que já fazem parte do cotidiano do brasileiro, a mídia - incluindo os veículos exclusivamente esportivos - terão que lidar com as manifestações prometidas para acontecer durante a Copa do Mundo.
Mas desde 2007, quando foi feito o anúncio oficial de que o Brasil iria sediar o Mundial da FIFA, existe um setor da sociedade que já está se preparando: a mídia. E apesar de todo esse tempo, a preparação não é nada fácil.
"No caso de uma Copa no Brasil, a abrangência da cobertura é muito maior", diz Eduardo Tironi, editor-executivo e jornalista dos canais ESPN. "Não é suficiente cobrir a seleção brasileira, mas todas as outras seleções e mais os aspectos culturais e políticos que um evento desse tamanho provoca no país".
Mário Monteiro, jornalista do IG e do site Alemanha FC, cita, além de obstáculos comuns - como a maratona entre estádios, treinos, zona mista e entrevistas -, problemas estruturais do Brasil.
"Aqui, por exemplo, os estádios não devem ter tecnologia suficiente para acesso à internet, coisa que não acontece em outros países mais desenvolvidos. Lá fora, o jornalista pode ir para um estádio de metrô e em poucos minutos, bem diferente do que acontece na maioria das cidades brasileiras".
Além desses problemas estruturais que já fazem parte do cotidiano do brasileiro, a mídia - incluindo os veículos exclusivamente esportivos - terão que lidar com as manifestações prometidas para acontecer durante a Copa do Mundo.
"Durante a Copa das Confederações, a ESPN fez uma cobertura intensa do assunto,
estando à frente dos acontecimentos", conta Tironi. "Entendemos que não é possível
separar a questão social e política do que acontece dentro de campo".
O jornalista da ESPN ainda afirma que a mídia brasileira não deve tentar esconder os problemas do nosso país. Para ele, o jornalismo deve buscar e revelar a verdade e é obrigação dos meios de comunicação mostrar não só os aspectos positivos, mas também os altos gastos e tudo de negativo que envolve uma Copa do Mundo.
E apesar das exigências da FIFA em alguns procedimentos, como o uso do logotipo oficial ou como o evento deve ser chamado (Copa do Mundo FIFA 2014), a entidade dá liberdade para cada veículo produzir qualquer conteúdo, seja crítico ou não.
O jornalista da ESPN ainda afirma que a mídia brasileira não deve tentar esconder os problemas do nosso país. Para ele, o jornalismo deve buscar e revelar a verdade e é obrigação dos meios de comunicação mostrar não só os aspectos positivos, mas também os altos gastos e tudo de negativo que envolve uma Copa do Mundo.
E apesar das exigências da FIFA em alguns procedimentos, como o uso do logotipo oficial ou como o evento deve ser chamado (Copa do Mundo FIFA 2014), a entidade dá liberdade para cada veículo produzir qualquer conteúdo, seja crítico ou não.
TRANSMISSÃO VIA INTERNET
Hoje, é praticamente impossível imaginar a cobertura da Copa do Mundo sem a internet. A velocidade e a convergência de formas de transmitir informação - texto, áudio, vídeo e foto - torna a rede muito atraente.
"A internet evoluiu muito nos últimos anos e os portais investiram pesado em infraestrutura e em melhores e maiores servidores, até para que não aconteçam problemas nas transmissões", conta Mário Monteiro. "Mas é importante frisar que nem todos os portais detém os direitos de transmitir algum treino ou jogo, somente os credenciados. E são poucos".
Com o seu site Alemanha FC, Mário terá uma tarefa diferente: fazer uma cobertura voltada para a seleção alemã. O site, criado no começo de fevereiro desse ano, não teve tempo hábil de conseguir credenciais com a FIFA para cobrir coletivas ou treinos. Mas o jornalista garante que vai tentar conseguir conteúdos exclusivos.
Hoje, é praticamente impossível imaginar a cobertura da Copa do Mundo sem a internet. A velocidade e a convergência de formas de transmitir informação - texto, áudio, vídeo e foto - torna a rede muito atraente.
"A internet evoluiu muito nos últimos anos e os portais investiram pesado em infraestrutura e em melhores e maiores servidores, até para que não aconteçam problemas nas transmissões", conta Mário Monteiro. "Mas é importante frisar que nem todos os portais detém os direitos de transmitir algum treino ou jogo, somente os credenciados. E são poucos".
Com o seu site Alemanha FC, Mário terá uma tarefa diferente: fazer uma cobertura voltada para a seleção alemã. O site, criado no começo de fevereiro desse ano, não teve tempo hábil de conseguir credenciais com a FIFA para cobrir coletivas ou treinos. Mas o jornalista garante que vai tentar conseguir conteúdos exclusivos.
"Existe uma proximidade com alguns veículos alemães, eu mesmo já dei entrevista
para alguns portais de lá sobre a Copa do Mundo. Nós já estamos produzindo algumas
coisas exlusivas e tentaremos também com os jogadores que estarão por aqui".
TRANSMISSÃO PELOS CANAIS ESPN
Quem acompanha os canais ESPN sabe que a emissora já tem experiência na cobertura de grandes eventos e já está familiarizada com os craques que vão passar por aqui.
"A maior virtude da ESPN é a capacidade de seus profissionais. Nos últimos quatro anos, desde a Copa da África do Sul, nenhuma outra TV trasnmitiu tantos jogos dos astros que estarão no Brasil do que a ESPN", explica Tironi. "Foram mais de quatro mil jogos transmitidos".
O canal possui os direitos de transmissão das principais ligas europeias, incluindo a Liga dos Campeões. Como durante a Copa do Mundo esses campeonatos já estarão finalizados, a ESPN poderá se dedicar totalmente ao Mundial. Sua grade será transformada de modo a ter um programação quente e ao vivo por quase 24 horas durante o evento.
Além dos jornalistas e comentaristas da casa, a ESPN vai contar com a participação de profissionais internacionais, como os ex-jogadores Michael Ballack e Mario Kempes. A emissora também designou alguns profissionais especialmente para acompanhar as seleções favoritas ao título.
"A escolha dos profissionais foi feita com base no conhecimento do esporte dessas pessoas", diz Tironi. "Assim, entendemos que temos profundo conhecimento das seleções que aqui estarão. O telespectador que quiser análises que vão além do superficial, o lugar dele é na ESPN".
TRANSMISSÃO PELOS CANAIS ESPN
Quem acompanha os canais ESPN sabe que a emissora já tem experiência na cobertura de grandes eventos e já está familiarizada com os craques que vão passar por aqui.
"A maior virtude da ESPN é a capacidade de seus profissionais. Nos últimos quatro anos, desde a Copa da África do Sul, nenhuma outra TV trasnmitiu tantos jogos dos astros que estarão no Brasil do que a ESPN", explica Tironi. "Foram mais de quatro mil jogos transmitidos".
O canal possui os direitos de transmissão das principais ligas europeias, incluindo a Liga dos Campeões. Como durante a Copa do Mundo esses campeonatos já estarão finalizados, a ESPN poderá se dedicar totalmente ao Mundial. Sua grade será transformada de modo a ter um programação quente e ao vivo por quase 24 horas durante o evento.
Além dos jornalistas e comentaristas da casa, a ESPN vai contar com a participação de profissionais internacionais, como os ex-jogadores Michael Ballack e Mario Kempes. A emissora também designou alguns profissionais especialmente para acompanhar as seleções favoritas ao título.
"A escolha dos profissionais foi feita com base no conhecimento do esporte dessas pessoas", diz Tironi. "Assim, entendemos que temos profundo conhecimento das seleções que aqui estarão. O telespectador que quiser análises que vão além do superficial, o lugar dele é na ESPN".


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